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Camisola de mangas compridas 1976/77 a 1978/89

Bonita maneira de começar o ano! Este modelo de camisola listada de mangas compridas começou a ser usado pelos seniores do Sporting em 1977, na época 1976/77, embora a maioria das camisolas de mangas compridas dessa época tenha sido de um modelo diferente. Tornou-se o modelo comum em 1977/78 e 1978/79. Linda!!!

Numeração das camisolas

As camisolas nem sempre tiveram números nas costas. Quem sabe quando é que os números foram introduzidos em Portugal e porquê? Pois bem, foi em Agosto de 1948 que a Federação Portuguesa de Futebol decidiu tornar os números obrigatórios, como aliás já era usual em países como a Inglaterra ou França. Em Portugal esta decisão aconteceu dias antes do começo da época 1948/49, e apanhou os clubes de surpresa. Ora vejam!

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E aqui está uma bonita foto do mês seguinte!

numeração 4E pronto, mais um bocadinho de informação inútil divulgada pelo verdebranco! Mas para os amantes de camisolas, é giro saber :)

Camisola listada 1979/80

1979/80. Acabadinha de chegar, em estado praticamente perfeito! Este modelo, com gola em V, foi introduzido em 1979/80, mas ainda foi usado no ano seguinte. Provavelmente eram as mesmas camisolas, usadas de ano para ano. Só que em 1980/81 tinham o escudo de campeão nacional! Portanto é raro ver estas camisolas com nºs até 11, só se vêem com nºs de suplente.

 

Museu do Sporting em Leiria

O Sporting é o único clube do mundo com dois museus – o Museu Mundo Sporting em Alvalade, e o Museu do Sporting em Leiria, obra do enorme sportinguista José António Bernardes Dinis, que dedicou a sua vida a esta paixão.

Foi com enorme prazer que visitei o Museu de Leiria pela primeira vez! Vi tudo de alto a baixo com o Sr. Dinis a explicar e a mostrar a colecção, mas aqui vou mostrar algumas das camisolas que lá estão – e há muitas mais!!!

Agradeço ao Sr. Dinis e à Sra. Idalina a recepção calorosa!

Esta é uma camisola história: o primeiro patrocínio numa camisola de futebol (antes já tinha havido no ciclismo):

17-06-1975 Tomé costas 17-06-1975 Tomé frente

 

Outra camisola histórica: usada pelo Inácio na finalíssima da Taça de Portugal contra o Porto!24-06-1978 finalissima Inacio costas 24-06-1978 finalissima Inacio frente

 

Camisola de Baltazar, provavelmente fins dos anos 1960:Baltazar costas Baltazar frente

Camisola do Celestino 1969/70. Jogou depois também nos Veteranos do Sporting. Celestino 69 70 costas Celestino 69 70 frente

Camisola do Osvaldo Silva: Osvaldo Silva costas Osvaldo Silva frente

 

E pode ser mais moderna mas o valor é o mesmo: camisola do capitão Ricardo Figueira da época que ganhámos a Taça CERS!Ricardo Figueira 14 15 costas Ricardo Figueira 14 15 frente

O Mito

Se fosse poeta, escrevia um poema. Se fosse músico, compunha uma balada, ou uma marcha triunfal, ou uma sinfonia em 12 andamentos, tantos quantos os jogos que foram precisos para trazer para Alvalade a Taça das Taças.

No seu lugar, em casa, no Museu do Sporting, a camisola do Morais.

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Com um imenso obrigado à Conservadora do Museu do Sporting, a Mestre Lúcia Paula.

A turma de verde/verde

Já há muitos anos que apareceu o buraco verde nas costas das camisolas. Antes, no antigamente, havia um número preto, em feltro ou em pano, por cima das listas. depois, para se ver melhor começaram a ter um quadrado de pano branco por cima do qual coziam o número. O quadrado era o mais pequeno possível!

Com a Adidas o pano foi substituído por uma interrupção das listas, o mais pequena possível para meter o número.

Foi com a Reebok que apareceu o buraco mesmo buraco: foi em 2004/05, e era um buraco branco, enorme.

No ano do Centenário não houve buraco, tivemos camisolas praticamente perfeitas.

Com a Puma, o buraco instalou-se de forma quase definitiva, em verde, enorme. Com listas interrompidas, em geral apenas com uma ou duas listas no fundo das costas. Muito feio, tal como quando a Reebok o fez, mas pelo menos o Sporting em diversas épocas vendeu camisolas listadas puras. Nem sempre, mas muitas vezes.

Em 2011/12 e 2012/13, nas competições nacionais as camisolas foram de novo perfeitas, listadas puras. Na Europa a UEFA não deixa (há filhos e enteados), e lá havia o buraco. A verdade é que com o número negro modelo da Liga em cima das listas, via-se mal. à distância no estádio, ou na TV, não se via nada. Mas eram lindas.

No último ano da Puma voltou o buraco verde, com duas listas no fundo. Mas havia uma versão listada pura à venda, a camisola comemorativa da Taça das Taças.

Este ano, com a Macron, temos um buraco verde puro, que, tal como os buracos negros engolem toda a uz, este engole todo o branco. Não há lista nenhuma, são mesmo costas totalmente lisas. Nunca antes tivemos isto.

E não, não gostamos, nem eu nem ninguém, à parte provavelmente da UEFA. Aliás, com os calções verdes, já faltou mais para equiparmos com cor única – totalmente de verde, sem listas. Passaremos a ser “a turma de verde/verde”.