Category Archives: Colecionismo

Zero euros Sporting Clube de Portugal

Em primeiro lugar: isto não é brincadeira. Existe mesmo. Estas notas de zero euros são autorizadas pelo Banco Central Europeu, são feitas tal qual como as notas normais, no papel de nota, com todas as marcas de segurança. São recordações, peças de coleção, e muito giras.

Em segundo lugar, isto não é uma piada sobre o momento atual do Sporting. O Empréstimo Obrigacionista correu como seria de esperar, não foi bom porque para isso teria que ter atingido os 30 M€, mas não foi uma catástrofe porque permite ao Sporting continuar o seu percurso de forma normal. Aliás, o verdebranco participou e subscreveu.

São bem giras :)

nota de zero euros Sporting Clube de Portugal 2018

O Senhor Basquetebol

Edgar Vital é um dos Grandes do Sporting. Começou por jogar Andebol, mas como outros foi no Basquetebol que encontrou o seu grande amor. Jogador e dirigente, foi ele que esteve à frente da modalidade em 1984 e 2012. É assim uma das poucas pessoas na história do Clube que criaram ou fizeram renascer uma modalidade por duas vezes. A biografia dele está na Wiki Sporting. Foi ele quem me trouxe para o Basquete.

Faz hoje 71 anos. Mas um ano atrás, num grande almoço de homenagem pelos seus 70 anos, foi-lhe oferecida esta camisola por antigos companheiros leoninos. Agora decidiu oferecer-ma, por saber que fica em boas mãos. Obrigado!

Edgar-Vital-1966

Bonés há muitos…

mas destes há poucos!

O primeiro patrocínio que o Sporting teve foi a Gaz Cidla, no Ciclismo em 1965. Na realidade, foi uma maneira de evitar a extinção da modalidade no Sporting, numa altura de crise financeira em que diversas modalidades tinham acabado.

Este boné é da equipa leonina dessa altura. Foi-me oferecido pelo basquetebolista Carlos Sousa, várias vezes campeão nacional e capitão da equipa, e que esteve presente no retomar da modalidade ao Clube em 1984 e novamente em 2012. Muito obrigado!

Ciclismo-Gaz-Cidla-1965 Ciclismo-Gaz-Cidla-1965-Sporting

É uma peça extraordinária, que um dia talvez possa estar no Museu Sporting, quando este tiver mais espaço para as modalidades e objetos destes (nota: eu adorava o Museu Mundo Sporting feito pelo Mário Casquilho; a remodelação de 2016 mudou totalmente a filosofia do Museu, passando a concentrar-se nas taças e títulos mais importantes, com isso o Museu passou a ter muito menos espaço para outros objetos como camisolas. Também adoro o Museu atual.).

Uma camisola a menos

Em termos de camisolas recentes, como têm aparecido tantas falsificações, cada vez se procura mais a autenticidade. Para isso, o ideal é saber de onde vem a camisola, para ter a certeza que é de jogo, e não feita em laboratório ou de alguma forma falsificada.

Esta veio diretamente do jogador que a trocou com o Rui Patrício no fim do jogo. Jogo aziago em que fomos eliminados da Taça de Portugal. Travei amizade com o jogador, e veio das mãos dele para as minhas.

Cinco primas

Duas destas camisolas chegaram agora à coleção, no seguimento de uma troca terrível em que perdi algo que nunca mais vou voltar a encontrar. São opções de colecionador, tal como o colecionador com quem troquei teve de optar.

São cinco camisolas Le Coq Sportif do Sporting quase iguais, e no entanto há aqui quatro modelos diferentes, apenas duas são do mesmo exato modelo. No fundo, não são irmãs, são cinco primas que aqui estão. E ricas primas! São de 1984/85 e 1985/86.

cinco-primascinco-primas-numeros

A camisola do Coates

Há casos estranhos e este é um deles. Lá para outubro do ano passado perguntarem-me se vendia duas camisolas: uma muito antiga, outra a do Coates da Missão Pavilhão. Achei estranho, porque são coisas muito diferentes mas dei um preço para a do Coates, o qual era um preço mais que razoável tendo em conta a camisola que é. Não houve resposta, mas tempos depois voltaram a perguntar-me pela camisola, uma segunda pessoa. Fiz o mesmo preço mas notando que uma outra camisola do jogo Missão Pavilhão tinha estado à venda por muito mais. O comprador aceitou, tínhamos tudo apalavrado, mas já depois disso ele diz que afinal dava menos. Tentou a sorte a ver se pegava.

Mas não pega. Eu só tenho uma palavra e não negoceio com artistas que dizem uma coisa e depois voltam atrás. A pessoa voltou atrás e aceitou o negócio original… mas eu não.

Uma semana depois outra pessoa pergunta por 3 ou 4 camisolas, uma delas… a do Coates. Eu dei o preço, que para a do Coates era o mesmo de sempre. E não é que o rapaz diz que está com pouco dinheiro etc e tal, e fica só com a do Coates? Não sou parvo, e recusei.

E mais uma semana, e tive uma oferta direta… pela camisola do Coates. A oferecer menos do que eu pedia mas mais do que o artista original queria pagar. Ena! Eu expliquei que sim, mas o preço era XXX – bem alto, e se me voltassem a perguntar seria ainda mais alto.

Agora, o comprador original que tinha perguntado pela primeira vez, voltou à carga a dizer que afinal agora voltava a ter interesse. Eu dei o preço XXX – alto. A pessoa diz que estranha o encarecimento súbito… deve ser mesmo muito estranho.

E não é que um dia depois uma quinta pessoa me pergunta por uma série de camisolas antigas, mas daquelas extraordinárias com 20 ou 30 anos, e…. pela do Coates?

Será que é de responder?

Acho que sim. Mas essa camisola, com 5 potenciais compradores, deve ter alguma coisa de extraordinário e valer uma fortuna. Pelo menos! O preço da camisola do Coates, a partir de hoje, é €1000. Quem não quiser não compra, quem quiser, compra.

Mas vou continuar a não negociar com quem tem duas faces (ou três ou quatro ou cinco), portanto reservo-me o direito de só vender a quem eu quiser.

Força Chape!

2016/17. Camisola usada por Rui Patrício no jogo contra o Vit. Setúbal de 3 de Dezembro de 2016, em homenagem às vítimas da queda do avião da Chapecoense.

Camisola do meu amigo Paulo José, benfiquista colecionador de camisolas de todos os clubes, e que tem esta preciosidade. Normalmente, não gosto de ver camisolas do Sporting nas mãos de adeptos de outros clubes. Abro uma das poucas exceções para o Paulo, que merece o que tem, pelo seu amor às camisolas, inclusive esta camisola excecional.

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Camisola branca de mangas compridas 1980/81

A pedido de um amigo colecionador fui averiguar mais exatamente em que jogos teria sido usado este modelo de camisolas,  branca de mangas compridas 1980/81.

Em primeiro lugar, no início da época foi usado um modelo de mangas curtas, o qual é diferente. Foi no jogo da 8ª jornada contra o Sp. Espinho. Nesta foto não se vê muito bem, mas pronto, quem quiser arranje uma melhor :) 0Depois, fui averiguar em que jogos teria sido usado o modelo de mangas compridas. Encontrei dois e apenas dois:

- 22ª Jornada SPORTING – V. Setúbal

- 28ª Jornada SPORTING – Portimonense

E aqui estão fotos desses dois jogos:

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